José Maria de Aquino
Direto de Johannesburgo
Dois jogadores, Luís Fabiano e Kaká, pelas condições físicas em que se apresentaram, além do técnico Dunga, estavam na mira dos jornalistas do Brasil e de outras partes do mundo, e por consequência dos torcedores, desde o início dos trabalhos da Seleção Brasileira para a Copa da África, em Curitiba.
Dunga falou na chegada a Johanesburgo, sem acrescentar muito ao que todos já sabiam, como era natural. E Luís Fabiano, sempre seguro e sorridente, quando foi entregue às feras, deu a melhor entrevista até agora.
Fabiano disse que lutaria primeiro para ajudar o Brasil a ganhar a Copa e só depois pensaria em ser o artilheiro ou escolhido como melhor jogador. Longe, portanto, do que publicaram aqui em Zizi, de que ele garantia ficar com a artilharia, pedindo para esquecerem o argentino Messi.
Kaká, ao lado de Fabiano, preocupava os médicos, fisioterapeutas e preparadores físicos, e foi sendo preservado pelos membros da comissão técnica. Mantido à distância, ninguém sabia quando ele seria apresentado às feras para a coletiva.
Nem mesmo garantiam que ele apareceria, para não interromper seu tratamento e as horas dedicadas à recuperação, sob os cuidados diretos de Luiz Rosan.
O segredo acaba de vazar. A CBF ainda não fez a comunicação, o que só fará na véspera, mas Kaká será o entrevistado dessa sexta-feira, dia 5.
E chegará sabendo que três perguntas lhe serão feitas. Sobre suas reais condições físicas agora e como estará no dia 15; sobre o choque que tanto deu o que falar, e o que ele acha da bola que seus companheiros andam criticando tanto.
Esta última deverá ser a resposta mais complicada para ele dar. Kaká, religioso, conhecido por não mentir, é atleta contratado pela Adidas, fabricante da bola que já chamaram de tudo, menos de gorduchinha, minha amada ou carinhosa.

